5.8.08
Insônia
Dois dedos de prosa
um de café
nenhum de poesia.
Dois dedos de prosa
um de café
nenhum de poesia.
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29.7.08
Ainda trago nas costas
as cicatrizes
das asas que me foram postas.
Não há invenção mais cruel que os altares.
as cicatrizes
das asas que me foram postas.
Não há invenção mais cruel que os altares.
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10.7.08
Sonhei um poema.
Ele parecia uma nuvem
esgarçada entre as candeias dos anjos
oprimidas pelos músculos da noite
retesados do esforço para lançar sobre o mundo seu tapete escuro.
Tentei tocar o poema.
A nuvem inchou e derramou palavras
que escaparam feito água entre os dedos.
Acordei muda.
(modificado no dia 29.07.08)
Ele parecia uma nuvem
esgarçada entre as candeias dos anjos
oprimidas pelos músculos da noite
retesados do esforço para lançar sobre o mundo seu tapete escuro.
Tentei tocar o poema.
A nuvem inchou e derramou palavras
que escaparam feito água entre os dedos.
Acordei muda.
(modificado no dia 29.07.08)
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O poema insalubre
sepultado no cesto
mistura-se ao lixo
alimenta os vermes
e torna-se pó.
Tão humano
aquele poema...
sepultado no cesto
mistura-se ao lixo
alimenta os vermes
e torna-se pó.
Tão humano
aquele poema...
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